Tempo de leitura: 4 minutos

Há cada vez mais jovens que sofrem com questões relacionadas com a saúde mental e, por isso mesmo, trazemos-te 10 dicas para manteres a mente o mais saudável possível.

É importante perceber que o cansaço emocional existe e que devemos tratar dele da mesma forma que trataríamos qualquer lesão física: recorrendo a ajuda profissional. Isto porque, para manter o corpo saudável, é necessário manter a cabeça saudável, já que é esta que comanda o resto do corpo.

Mas, afinal de contas, o que é uma cabeça saudável? A resposta é simples: “é aquela que permite que tudo funcione de uma forma harmoniosa e equilibrada” e que consegue “reconhecer fragilidades e recorrer a ajuda sempre que necessário”, já que é impossível “ter um corpo saudável sem uma cabeça saudável, até porque o cérebro – o órgão mais importante – é responsável pelo funcionamento de todo o corpo”, garante Alexandra Antunes, membro da direção da Ordem dos Psicólogos Portugueses, em entrevista à “Visão”:

Assim sendo, deixamos-te 10 dicas para que possas manter a cabeça sã e consequentemente, um corpo são:

  • Cuidares de ti

Este cuidado não deve ser feito de forma pontual, nem em situações extremas. Deve ser uma atividade regular, tal como cuidamos, por exemplo, da higiene íntima. Assim, devemos ter o cuidado de manter a nossa saúde física, emocional e até social em boas condições, para que possamos ter o equilíbrio mental de que necessitamos.

  • Fazer coisas de que gostas

Não vale dizer que não tens tempo. Porquê? Porque por mais ocupado que estejas, se gerires bem a tua agenda, terás de certeza 10 ou 15 minutos para poderes fazer uma atividade de que gostes. Seja um passeio, uma corrida ou até uns minutos de meditação, a verdade é que este período de atividade se vai revelar benéfico para ti. Já que, no fundo, seja qual for a atividade que escolheres fazer, o importante é manteres-te ativo.

  • Comer bem

Ter uma alimentação saudável e equilibrada é parte essencial para te sentires bem contigo. No entanto, isto não implica que deixes de comer o teu chocolate preferido, pontualmente, claro.

A verdade é que, quanto menos tempo temos, mais recorremos a opções que estão longe de serem as desejáveis. Só que estas escolhas, ainda que aparentemente nos consolem em momentos mais difíceis, acabam por não resolver o problema. E mais tarde, trazem arrependimento.

Além disso, a nossa alimentação tem implicações diretas em todas as partes do corpo: já que existem muitas doenças que surgem graças a escolhas alimentares menos corretas. Por isso, o truque é simples: optar por alimentos que promovam o bom funcionamento dos nossos órgãos.

  • Fazer exercício físico

Não precisas de te tornar um atleta de alta competição, mas deves fazer exercício físico de forma regular.

O que não faltam são opções: de modalidades que podes experimentar a aulas de grupo, passando por treinos com acompanhamento, solitários e até aulas online.

Isto porque a prática de exercício físico previne doenças tanto do foro físico como do foro psicológico, já que o exercício tem uma implicação direta com o aumento da tua qualidade de vida e com a melhoria da saúde mental.

Enquanto estás focado no treino, não te preocupas com outras questões. Para além disso, praticar exercício físico estimula a libertação de endorfina, a hormona que nos dá a sensação de bem-estar.

  • Sair da rotina

Às vezes é complicado ter tempo para fazer tudo o que preenche a nossa rotina, quanto mais ainda pensar em fazer planos fora desta. Mas a verdade é que, sempre que conseguires, deves tentar quebrar a tua rotina para que não fiques saturado das tarefas que tens para fazer. Ir à praia, ir almoçar com amigos ou fazer uma caminhada são boas opções para tornares o teu dia a dia mais dinâmico.

  • Não te isoles

Especialmente nas alturas mais complicadas, a primeira reação que temos é isolarmo-nos. No entanto, é fundamental que contraries essa reação e mantenhas um contacto próximo com a tua família e com os teus amigos. Seja presencialmente ou à distância de um clique, não deves deixar de desabafar e de partilhar aquilo que sentes com aqueles com quem te sentes mais à vontade.

  • Estar atento às emoções

Muitas vezes, um dos sinais mais óbvios de que a nossa saúde mental está fragilizada é não conseguirmos controlar e gerir as nossas emoções. Passamos a ter sensações corporais que não controlamos, como o aumento da frequência cardíaca ou uma sensação de aperto no peito. Estes são os sinais mais comuns de ansiedade e não devem ser ignorados.

  • Controlar (sempre que possível) o stress

Quando os nossos níveis de stress estão acima do que é considerado “normal”, podemos ter vários sintomas (tal como acontece com a ansiedade) físicos (como dores de cabeça, perda de peso ou até insónias) e emocionais (como a ansiedade, tristeza e, claro, dificuldade em relaxar).

Por estas razões, devemos tentar manter-nos o menos stressados possíveis para que consigamos manter o nosso corpo no estado mais tranquilo e normal possível.

  • Dormir (o suficiente)

Dormir é uma das atividades mais importantes para manter a nossa mente saudável. As alterações no padrão de sono, por exemplo, podem dar azo a complicações emocionais e até piorar algumas que já tenhamos.

Durante o sono, ocorrem processos essenciais para o bom funcionamento do corpo e, por isso mesmo, é muito importante que sejam percorridas todas as fases do ciclo do sono. As horas de sono necessárias dependem de pessoa para pessoa, no entanto é importante ter em conta que o recomendado são oito horas de sono por noite.

  • Não viver nas redes sociais

Apesar de vivermos numa era digital em que usamos as tecnologias para tudo, é importante percebermos que devemos dar algum descanso ao nosso corpo e usar as tecnologias com conta, peso e medida.

Nos últimos meses, em que a pandemia tem estado presente, temos usado as tecnologias para nos mantermos mais perto uns dos outros. Apesar de se tratar de uma mais valia nesta situação, o uso excessivo das redes sociais e das tecnologias pode fomentar dependência e ainda aumentar sinais de irritabilidade, impulsividade, perturbações de sono, problemas de concentração e até ansiedade.

Assim, a premissa é simples: o uso de tecnologias, desde que não seja excessivo, tem tudo para ser benéfico.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.