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A transição do secundário para o ensino superior é uma mudança que suscita um misto de sentimentos. Viver sozinha, estar longe da família e dos amigos, mudar para uma cidade que não conhecemos e toda a responsabilidade que envolve esta nova fase. São estes os principais acontecimentos que nos levam a sair da nossa zona de conforto e, consequentemente, nos fazem evoluir de várias formas.

Após recebermos o tão esperado email da DGES, que nos informa onde iremos passar alguns anos da nossa vida, começam a surgir uma série de perguntas com uma certa ansiedade à mistura. “Leiria? Será que vou gostar de viver lá?”, “Não conheço ninguém e agora?”, “Como vai ser viver tão longe da minha família?”, “Será que vou gostar do curso?”, “Como é que vou sobreviver a viver sozinha?”. No meu caso, estas foram algumas das questões que passaram pela minha cabeça (dramática) na altura.

Apesar de ser do Algarve, todas as minhas opções eram instituições localizadas fora da minha região, exatamente por querer sair da minha zona de conforto. No entanto, quando chega a altura e nos deparamos com a realidade, é normal que surja aquele medo e nervosismo face ao que está por vir. Mas o melhor a fazer é mesmo descontrair e não pensar demasiado, porque cada coisa acontece a seu tempo. Pesquisar sobre a cidade em questão e organizar tudo para a grande mudança, pode ajudar. No momento, tudo fluirá. 

Malas feitas e tudo a postos para embarcar na viagem do ensino superior. E agora? O primeiro dia foi o que mais me custou, as questões continuaram a pairar na minha cabeça e o sentimento de deixar tudo e ir para tão longe foi complicado. Mas tudo isso não durou mais do que um dia, pois toda a correria que se sucedeu fez com que todas as inseguranças desaparecessem. 

As aulas, as praxes, as festas e os convívios ocupam o nosso dia-a-dia e esta passa a ser a nossa nova rotina. Todos os pontos de interrogação tornaram-se insignificantes no meio de toda a azáfama e, consequentemente, esta mesma azáfama tornou a minha adaptação muito mais fácil. Conhecer pessoas e fazer amigos era algo que me preocupava bastante, por ser um bocado tímida. No entanto, devido à praxe, foi logo no primeiro dia que fiz amizades que ainda mantenho até hoje. 

Aproveitar as atividades que a vida académica oferece é uma ótima forma para uma rápida e boa adaptação, e para nos distrairmos da questão da distância que, numa fase inicial, é complicada. As praxes não são o único meio para fazer amizades e só deve participar quem se sentir confortável, não permitindo que esta atividade prejudique ou limite a sua vida pessoal em momento algum. Ir às aulas e acompanhar a matéria é essencial e deve ser uma prioridade para evitar a época de exames e recursos – e também para que possamos aproveitar as férias e ir matar saudades da nossa cidade. Há que haver equilíbrio entre o estudo e o convívio e, assim, tudo se faz. 

Ir para uma nova cidade, a cerca de 380km de casa e com uns graus Celsius a menos, foi uma mudança muito enriquecedora e que me ajudou muito a desenvolver variadas competências. Tudo o que acabei de contar combina a minha experiência com as minhas aprendizagens. Sei que cada experiência difere consoante o sítio, a escola e as pessoas, mas não entrar em stress é essencial. 

 

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