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Alongar ou não alongar após o treino? 

Não existe consenso entre o ato de alongar ou não alongar após o treino entre os profissionais do desporto e muito menos claro é entre os praticantes de exercício físico. 

De acordo com o American College of Sports Medicine, em 2021 a Flexibilidade diz respeito à habilidade de nos movermos por toda a amplitude de movimento articular, enquanto o Alongamento é uma intervenção para melhorar a flexibilidade e atingir outros objetivos, como por exemplo o relaxamento no pós treino. Os Alongamentos eram algo obrigatório nos programas de exercício físico, mas atualmente começam a surgir como uma opção. 

Existem diversos tipos de alongamentos, tais como o alongamento estático ativo, que diz respeito ao alongamento ativo de um músculo até à sensação de alongamento ou até o ponto de desconforto. 

Adicionalmente existe o alongamento estático passivo, no qual uma força externa é aplicada, por exemplo, por um treinador ou um colega.

Para além destes dois tipos de alongamentos existe também o alongamento dinâmico, movimentos controlados através das articulações que permitem a amplitude de movimentos e por último a facilitação neuromuscular proprioceptiva, que consiste na combinação entre o alongamento estático passivo e contrações isométricas. 

De acordo com autores e profissionais da área do exercício físico não é possível justificar a necessidade do alongamento após o treino, querendo isto dizer que o que há uns anos se pensava acerca dos alongamentos, nomeadamente a prevenção das lesões através dos alongamentos não revela evidências a seguir. Pensava-se também que os alongamentos contribuíam para a recuperação pós treino, atualmente não existem evidências que o comprovem, mas também não parece prejudicar, se realizados com intensidade baixa. É algo que podemos fazer após o treino, mas não temos de fazer. Deste modo revela-se uma opção pessoal do praticante de exercício físico, podendo este alongar se assim quiser ou não. 

E quando precisamos de flexibilidade para um treino? 

Se for um objetivo do praticante aumentar a amplitude de movimentos no treino, este pode optar por alongar ou não, uma vez que não existem evidências que nos confirmem a necessidade de alongar para aumentar a amplitude dos movimentos, excetuando certas modalidade desportivas. 

Em modalidades com uma amplitude de movimentos extrema em que a flexibilidade é considerada uma base para o treino, como é o caso do Ballet alguns autores concluíram que os exercícios utilizados nos alongamentos provocaram melhorias nas bailarinas altamente flexíveis. 

Deste modo, realizar ou não alongamentos deve ser uma escolha do praticante de exercício físico, e deve fazer-se tendo em conta o contexto específico dos praticantes, se é um treino que só por si, exige grande flexibilidade, ou se em nada vá beneficiar o treino e o praticante. 

 

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