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De repente, alunos e professoras viram-se envolvidos numa realidade diferente e desafiante. Foi assim estudar, e aprender, à distância.

As mudanças repentinas provocadas pelo surto da COVID-19 em Portugal foram transversais a várias áreas da sociedade. As diferentes faculdades e universidades do país não fugiram à regra e, por isso, tiveram de se adaptar ao ensino à distância, juntando alunos e docentes numa situação completamente invulgar e inesperada. Se é verdade que os professores tiveram de se adaptar a um ensino novo, utilizando as novas tecnologias e aprendendo a trabalhar com elas numa base diária, também os estudantes tiveram de se habituar ao regime de aulas em casa.

O primeiro semestre de confinamento e de aulas em casa foi, não vou negar, um verdadeiro desafio. Nem os docentes nem os alunos estavam preparados (ou cientes) do esforço que iria implicar esta adaptação e que originou opiniões contrárias. Um dos grandes problemas passava pela dificuldade de concentração nas aulas à distância e do excesso de horas em frente a um ecrã — não só para assistir às aulas, mas para estudar e fazer trabalhos para as cadeiras às que os alunos estavam inscritos.

O facto de nem todos os docentes terem conseguido adaptar-se ao ensino à distância, não utilizando, por exemplo, as plataformas e tecnologias para o conseguir, ou simplesmente enviando a matéria por correio eletrónico, tornou-se também numa das frustrações para os estudantes. Questiona-se, por isso, a aprendizagem efetiva dos mesmos ao longo desse período.  Por outro lado, os docentes enfrentaram o desafio de avaliar os alunos à distância, não podendo realizar frequências escritas presencialmente. Neste regime, um dos problemas, claro, era a facilidade com que se podia fazer batota nos testes e copiar. Não foi fácil para quem, habituado ao regime convencional de leccionar aulas, se viu numa realidade absolutamente diferente.

Nas aulas práticas, o desafio era ainda maior. A desconfiança dos alunos aumentou, e, por essa razão, a exigência por parte dos docentes também aumentou, em muitos casos. O ensino à distância gerou opiniões muito diferentes, pois, para uns, já era difícil aprender à distância; enquanto que, para outros, essa distância não era negativa, uma vez que podiam ficar no conforto da sua casa e aceder facilmente aos apontamentos e materiais de estudo. Além disso, não saindo de casa e não perdendo tempo em transportes e deslocações, o tempo para estudar e gerir o trabalho durante o dia aumentou. 

Em suma, com a adaptação à pandemia ao longo do tempo, muitos destes problemas foram-se atenuando. Tanto docentes, como estudantes, estiveram sempre empenhados em encontrar um equilíbrio entre o presencial e o remoto, bem como em melhorar a situação, de acordo com os desafios que iam surgindo (e continuam a surgir).  

 

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