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Fazer amigos fora do nosso círculo habitual, consegue ser um dos grandes desafios que o mundo académico nos proporciona e que, de certo modo, é extremamente importante nesta nova etapa da vida. Mas dada a minha experiência pessoal, considero ser ainda mais desafiante e enriquecedor conhecer pessoas provenientes de outras nacionalidades, com diferentes perspetivas de ver e viver a vida.

Realmente é muito desafiante quando existe uma barreira linguística entre as pessoas, quando te queres expressar ou até mesmo contar alguma coisa, mas não a sabes dizer numa língua que não seja a tua. Contudo, são com estes desafios que procuramos aprender ou melhorar a nossa capacidade de falar outros idiomas, e, assim, enfrentar estes mesmos obstáculos. É fundamental interiorizar o que esta experiência realmente nos proporciona e o quão beneficia a nossa vida pessoal, social e profissional.

Outro aspeto que considero muito pertinente ao conhecer pessoas de diferentes nacionalidades, é a experiência cultural que acabamos por assimilar. Através dos seus hábitos alimentares, do seu modo de vestir, de se expressar, de comunicar, das histórias que contam do seu país e da sua família, é possível apreender um conjunto de curiosidades e informações, fora daquilo que consideramos ser comum na nossa própria vida. É através destas mesmas descobertas que acabamos por normalizar o conceito de multiculturalidade e interiorizar a ideia de que nada é certo ou errado, que apenas somos diferentes e podemos aprender imenso com essa diferença.

Além do mais, criar laços de amizade com pessoas de diferentes lugares motiva a mudar ou a melhorar algo – que, muitas vezes, sentimos que nos falta.  Acreditem, isso aconteceu-me, e talvez seja a melhor maneira de nos melhorarmos a nós próprios. Ao ouvirmos opiniões, perspetivas e pensamentos diferentes em relação a um determinado assunto ou acontecimento, acabamos por entrar num processo de introspecção acerca daquilo que inicialmente acreditávamos. Esse exercício de reflexão é muito importante, pois poderá levar-nos a relativizar, ou até mesmo a dar valor a um determinado pensamento ou assunto.

Com tudo isso, e muito mais, não poderia deixar de finalizar estas linhas, sem referir que a melhor escolha que fiz durante o meu percurso académico foi aventurar-me a ir viver para uma casa só com estudantes do programa de Erasmus. Sim, até pode parecer uma loucura, mas é uma experiência incrivelmente enriquecedora. Aprendes que o amor pode ser expressado de modos tão diferentes e que não necessitas de conhecer alguém durante meses ou anos para gostares e confiares na sua amizade. Há coisas que surgem naturalmente e que acabam por se transformar nas relações mais bonitas e verdadeiras.

 

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