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Lisboa é, de longe, a cidade mais cara para estudar. Coimbra é dos sítios mais baratos para se viver, mas é a Covilhã que apresenta os custos de vida mais baixos. Ainda que com uma margem de erro, as estimativas falam por si.

Lisboa e Porto são as cidades que anualmente recebem mais estudantes universitários (cerca de 49 mil) – mas isso não significa que sejam as mais acessíveis. Antes pelo contrário. Lisboa é, de longe, a mais cara. E o Porto batalha no segundo lugar com Faro. 

Coimbra é dos sítios mais baratos para se viver enquanto jovem universitário, mas é a Covilhã que se revela a cidade portuguesa mais barata para estudar, de acordo com a análise feita pelo jornal “Expresso”.

Já que os custos de vida de um estudante dependem diretamente dos seus hábitos, o jornal português optou por simular as despesas de um jovem universitário em nove cidades portuguesas que têm universidades públicas. Neste caso: Faro, Évora, Lisboa, Coimbra, Aveiro, Covilhã, Porto, Braga e Vila Real. 

Já há um valor mensal pelo qual te podes reger se pretendes estudar em qualquer uma destas cidades. Mas já lá vamos.

O valor que cada um gasta em atividades de lazer é relativo, mas há gastos que são comuns a qualquer estudante. Por isso, o jornal “Expresso” simulou o valor que um jovem tende a gastar em propinas, transportes, alimentação, gás, água, luz, internet e, claro, alojamento. 

Quanto às propinas, não há dúvidas. Tratam-se de 697 euros por ano, já que é o valor estipulado pelo Governo para todas as universidades públicas. Por isso, é nas restantes despesas que se acentua a discrepância.

Com a ressalva de que os gastos dependem diretamente do estilo de vida de cada estudante, relativamente à alimentação, o jornal regeu-se pelo preço da refeição nas cantinas escolares. Contabilizou dez refeições por mês na cantina com o valor da refeição social, verificando que é em Faro que se encontra o valor mais caro (€29) e na Covilhã e Braga o preço mais barato (€25). 

Já no que toca aos transportes, o jornal adianta que, tanto em Lisboa como no Porto, um estudante do ensino superior consegue comprar o passe por 22,50€ (com o desconto estudante), enquanto que na Covilhã o valor ultrapassa os 25 euros. Neste sentido, os estudantes de Braga são os que conseguem poupar mais em deslocações, sendo que podem adquirir o passe estudante (sub23) a partir de 7,05€, dependendo do alcance do mesmo.

A maior fatia das despesas de um estudante continua a ser o alojamento – que engloba o quarto ou apartamento e respetivas despesas. Embora muitos estudantes tenham as despesas da casa incluídas no preço dos quartos, para o efeito desta análise, o jornal “Expresso” simulou o valor das faturas da água, gás, luz ou internet e televisão, nos simuladores da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR). 

O valor do gás e da luz não varia substancialmente entre as nove cidades portuguesas, sendo que o valor ronda os 20 euros por pessoa. No entanto, o valor da fatura da água chega a duplicar entre regiões. Em Aveiro, estima-se o valor de 16 euros por pessoa e 32 euros na Covilhã.

Quanto ao valor do pacote de internet e televisão, este depende do número de canais, da velocidade da internet e, ainda, dos serviços extra disponibilizados por cada operadora. No entanto, em termos gerais, o pacote mais barato de internet e televisão varia entre €21 e €31 por mês.

Até agora, Lisboa não se revelou substancialmente cara, no entanto, o que a faz catapultar para o primeiro lugar do ranking das cidades com os custos de vida mais caros é o valor do quarto ou apartamento.

Segundo o Observatório do Alojamento Estudantil, cada quarto (em Lisboa) estava a ser arrendado em setembro de 2021, em média, por 326 euros por mês. Sendo que, tanto no Porto como em Faro, verifica-se uma média de 250 euros por mês por um quarto. 

Évora, Braga e Aveiro ocupam os lugares do meio, com valores de entre 200 e 223 euros por mês. Por fim, as três cidades com quartos mais baratos são Coimbra, Vila Real e Covilhã, onde se encontram espaços a partir de 150 euros por mês.

Em termos práticos, o jornal conclui que, para viver e estudar em Lisboa, um estudante precisa de um orçamento de cerca de 518 euros por mês. Já em Faro um jovem pode contar com despesas no valor total de 442 euros e 432 euros no Porto. 

Segue-se, ainda, Braga, onde o valor total ronda os 367 euros.  No fim da lista, está a Covilhã, onde as despesas totais rondam os 340 euros.

O jornal “Expresso” deixa claro que o quarto ou apartamento personifica mais de 60% do valor total das despesas. Desta forma, importa garantir que o espaço se adequa às tuas necessidades. E, não, não precisas de assinar um contrato de arrendamento “às cegas” só porque moras longe da cidade para onde vais estudar.

Já existem plataformas, como a Inlife, onde podes visitar o teu futuro quarto através de uma videochamada. Em cerca de 15 minutos, percebes se aquele espaço funciona (ou não) para ti. Assim, podes descartar possíveis surpresas desagradáveis. 

 

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