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Se a primeira coisa que te passa pela cabeça assim que pões os pés na ESAD é: “Como assim, há uma faculdade no meio do mato?”, este texto é para ti.

Estás parado diante do hall da entrada do átrio e a primeira coisa que te passa pela cabeça é: “Afinal, por que raio é que está uma faculdade enfiada no meio do mato?”. Bem-vindo à ESAD. Toda a gente pensa nisso no primeiro dia em que lá põe os pés. Acredito que deves estar confundido com o que é o EP1 ou o EP2; o porquê do bar e refeitório estarem muito longe ou, então, porque é que a Dona Márcia (o nome por que carinhosamente a tratamos) está tão longe dos cursos que precisam dela diariamente. Coisas da ESAD. Quase não dá para explicar. O que dá para explicar, no entanto, são as aventuras e desventuras de uma aluna do curso de Som e Imagem.

E não, ser aluna de Som não é fixe. Mais ou menos, vá. Tens Físico-Química na mesma, contas e equações em barda e tens de ouvir alguém que, ao longo de quatro horas, disserta e divaga sobre frequências e ondas sonoras. Mas calma, não podemos descartar as maravilhosas aulas em que se aprende a enrolar cabos. 

Tudo bem, tudo bem. Mas a parte de imagem é agradável, só não é muito bom quando te pedem para gravares uma curta-metragem em 24 horas e toda a cena fulcral da curta é no exterior, à noite, e está a chover a potes e alguns graus negativos. Giro. #sqn.

Uma coisa que, provavelmente, te vai irritar neste curso é ouvires os outros a dizerem que Som e Imagem não é cansativo, mas, nesses momentos, podes começar a enumerar os vários seminários que tens, mas que nem sabias que contavam para a avaliação. Podes também dizer que o curso te leva à falência com a quantidade de materiais que tens de comprar para analógica ou até mesmo para projetos.

Mas tens alguma dúvida? Alguma pergunta? Se tiveres, está tudo bem. 

Acabaste de entrar na melhor sala com o professor mais icónico do curso. Uma aula teórica sobre cinema, em que gravas panorâmicas e existem vários êxitos totais. Mas calma, porque esta cadeira é dada por duas pessoas. Tens o icónico e depois resta-te aquele professor que num dia de chuva, quase a nevar, está de t-shirt e com um lencinho de papel a limpar o suor em plena sala. 

Nesta faculdade, tudo funciona à base do conceito

A maior lição a tirar daqui é a seguinte: tens de te dar bem com os Sérgios, isso é super importante. Porque são os “donos” da oficina de audiovisuais onde requisitas os materiais que precisas para os projetos. Eles vão ser os teus best buddies do material, são eles que te safam das entregas e te fazem perceber minimamente de microfones e de como se mexe numa perche. Um conselho: não lhes pises os calos nem sejas chato. Sê humilde. Se não fores, ganharás dois dos piores inimigos que podes ter. De resto, o que precisas de saber é que são das pessoas mais fantásticas e prestáveis da ESAD.

Nem tudo é mau em Som e Imagem. Só que nesta faculdade tudo precisa de um conceito. Disso não te escapas. 

Por que raio queres fotografar flores ou leite com cores? Conceito. Porque queres estudar Som e Imagem? Conceito. Aconselho-te a fazeres como eu: vai com fé, inventa um conceito no dia da apresentação e aproveita a tua vida académica o máximo que puderes. São os melhores dias da tua vida. 

 

 

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