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O que é o Ensino Artístico Especializado? Nós explicamos tudo o que precisas de saber.

Nem sempre as opções tradicionais de ensino se mostram adequadas para todos. Mas, atenção, isso não significa que não existam opções para quem tem uma vocação artística e quer apostar nela. E não, as escolas artísticas não existem apenas nos “Morangos com Açúcar” ou nos filmes. E tu também podes fazer parte de um curso artístico especializado.

Isto porque os Cursos Artísticos Especializados são um percurso de ensino (diferente dos percursos de ensino tradicionais) que permite aos jovens alunos receber uma formação especializada nas áreas artísticas: música, dança e artes visuais ou audiovisuais. 

Para além da formação artística, os Cursos Artísticos Especializados contam com a aquisição de competências que permitem aos alunos adquirir níveis de educação semelhantes aos jovens que seguem o percurso de ensino regular. O que significa que, sim, vais ter disciplinas focadas nas tuas aptidões artísticas, mas não só, já que há matérias que são transversais ao ensino tradicional e ao ensino artístico.

Os níveis de ensino existentes não são iguais para as diferentes áreas, mas, em geral, abrangem o ensino básico e o ensino secundário: a música e dança são cursos que abrangem o ensino básico e o ensino secundário, já as artes visuais e dos audiovisuais existem apenas no ensino secundário e contam com algumas especializações – design de comunicação, design de produto, produção artística e comunicação audiovisual.

Existem vários regimes de frequência nos Cursos Artísticos Especializados, no caso das áreas da música e da dança. Em ambos os casos, o estudante pode escolher por um regime integrado (frequentando todas as componentes do curso num único estabelecimento de ensino especializado) ou pelo regime articulado (as disciplinas são divididas entre uma escola de ensino artístico e uma de ensino geral).

No caso da área da música (que no ensino secundário inclui as especializações em instrumento, formação musical e composição) é ainda possível optar por um regime adicional: o supletivo. Ou seja, quando a frequência se limita aos componentes de formação científica e técnica artística da matriz curricular correspondente.

O currículo deste tipo de cursos é dividido entre vários setores de formação: a formação geral (comum a todos os cursos), a formação científica (conhecimentos específicos de cada curso), formação técnica artística e ainda formação em contexto de trabalho

A maioria dos estudantes portugueses continua a optar pelos percursos de ensino regular. Em termos práticos, no ano letivo 2019/2020, estavam matriculados nos Cursos Artísticos Especializados um total de 2740 estudantes, menos de 1% dos jovens alunos portugueses. Já dentro dos alunos que frequentam o percurso artístico, a área da dança é a que conta com menos inscritos, apenas 2%. 

Os alunos que frequentam os Cursos Artísticos Especializados podem, para além do Concurso Nacional de Acesso, concorrer ao ensino superior através de uma via de acesso especificamente criada para alunos provenientes de uma formação em cursos do ensino artístico especializado, cursos profissionais ou cursos de aprendizagem. Desta forma, passou a existir um número de vagas definido pelas instituições de ensino superior, que assim passam a poder disponibilizar uma nova via de ingresso nas licenciaturas e mestrados integrados.

 

 

 

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