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Um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE) revelou aquilo que já esperávamos: a pandemia veio acentuar muitas das desigualdades existentes e os alunos do ensino superior foram os que melhor se adaptaram a esta mudança. 

O Parlamento pediu e o CNE avaliou: quais foram os efeitos da pandemia na educação? A conclusão é clara: os mais novos saíram prejudicados com o ensino à distância, enquanto que o ensino superior faz um balanço muito positivo desta adaptação. Para os mais jovens, aprender à distância foi mais difícil do que presencialmente, tanto que 23% dos estudantes não participaram com a devida regularidade nas tarefas escolares durante o ensino à distância. 

Mas essas dificuldades alteram-se de região para região e entre contextos socioeconómicos distintos, acentuando assim as desigualdades já existentes. O valor que mais salta à vista refere-se aos 2% dos alunos que não participaram de todo nas atividades escolares neste período, valor que sobe para os 5% quando falamos de alunos que vivem em zonas de maior carência. 

A forma mais fácil de compreender as dificuldades sentidas pelos alunos e a relação que estes têm com a sua faixa etária é perceber que quanto mais novos são os alunos, maiores as dificuldades sentidas. E, como seria de esperar, os professores não ficaram indiferentes e 70% notou o aumento das dificuldades de aprendizagem. 

Já no que diz respeito ao ensino superior e, muito devido ao facto de se tratarem de adultos e jovens adultos, a transição para o ensino à distância foi mais suave e acabou por ter um balanço positivo, sugerindo até que as universidades não voltarão a ser iguais. 

Este empurrão forçado para o digital pode ser visto, segundo o CNE, como um incentivo à inovação e, portanto, um aproveitamento das tecnologias para a melhoria das metodologias de ensino e de avaliação. Até porque esta mudança parece ter agradado à maioria dos estudantes. 

No entanto, nem todos os estudantes podem concordar com esta afirmação, já que estudantes internacionais e em programas de mobilidades confessam que sentiram dificuldades acrescidas com este método de ensino. 

Mas, claro, também as fragilidades do sistema são expostas e as fragilidades do ensino superior não foram exceção: é necessário um investimento considerável na ação social para que estas questões não se agravem cada vez mais. 

De uma forma geral, o balanço da adaptação do ensino superior a esta nova realidade é bastante positivo, mostrando-se especialmente eficaz na manutenção do seu funcionamento.

 

 

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