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Gisberta Salce Júnior foi uma mulher trans assassinada em 2006, no Porto. Afonso Reis Cabral publicou o livro “Pão de Açúcar” que mistura ficção com os factos sobre a tragédia que aconteceu no Porto. A produtora brasileira, Glaz Entretenimento, ficou com os direitos da obra e vai adaptá-la ao cinema. 

A obra de Afonso Reis Cabral foi publicada em 2018 e venceu o Prémio José Saramago no ano seguinte. O jovem já contou que o livro exigiu muito trabalho de terreno e investigação.

Agora, a história será adaptada ao cinema pela produtora que tem vindo a criar filmes e animações para a Netflix e HBO. O autor já referiu que não vai ter nenhuma intervenção no filme, mas ficou aprovado que o deadline para o início das gravações é de dois anos. 

Quem foi Gisberta Salce Júnior? 

Uma mulher transgénero, brasileira de 45 anos, que foi agredida e violada por 14 adolescentes no Porto. Gisberta foi encontrada morta num poço de 15 metros de um edifício abandonado da cidade, conhecido como Pão de Açúcar. Tinha fugido de São Paulo devido a uma vaga de homicídios a trans, era soropositiva e prostituta, e o único sítio que encontrou para viver foi um barraco no edifício Pão de Açúcar. 

Até que o edifício passou a ser utilizado para graffitis por um grupo de três rapazes, que inicialmente lhe levaram comida. Algum tempo depois, os jovens contaram a colegas da escola e da instituição onde viviam sobre Gisberta. A partir daí começaram os maus tratos que levaram à morte da mulher. Quando o processo começou, foram descobertos os abusos cometidos na instituição Oficina de São José, onde viviam 11 dos 14  jovens responsáveis pela morte. 

A morte de Gisberta chocou todo o país, as questões de transgéneros começaram a surgir, foi criada a  marcha do orgulho do Porto e esta mulher é uma grande imagem para a comunidade LGBTQI+ em Portugal. Além disso, já foram feitos dois abaixo-assinados para dar à rua do Porto o nome de “Gisberta Salce Júnior”.

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