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A 8 de março, no Dia Internacional da Mulher, António Guterres, divulgou informações relativas à desigualdade de género. Segundo o Secretário-geral das Nações Unidas, se continuarmos neste ritmo, a igualdade de género em posições de liderança irá levar 130 anos até ser notória.

Mas afinal, como é ser uma mulher líder num mundo maioritariamente comandado por homens? 

A sociedade impôs a ideia de que os papéis de liderança são destinados a homens, e nestas situações uma mulher que queira mostrar que é bem-sucedida tem de trabalhar em dobro e mostrar que o seu trabalho leva automaticamente ao sucesso e ao reconhecimento, ainda que este processo não seja tão penoso para os homens. 

Apesar disso, há de facto vários fatores que inibem as mulheres de atingir posições de liderança nas várias esferas da sociedade, podendo eles ser sociais, culturais, ou de “normas de género”. Muitas mulheres ainda se veem reservadas a um papel secundário na vida quando comparado ao de um homem ou companheiro. Felizmente esta tendência já se começa a perder, e cada vez mais já não existem tarefas domésticas destinadas só a mulheres, mas sim partilhadas pelo casal. Contudo, ainda existe a mentalidade de que uma boa mulher deve saber cozinhar ou tratar da casa. Temos ainda o facto de que os casos de assédio no trabalho continuam presentes, e na maioria dos casos são difíceis de denunciar sem que isso traga represálias para a carreira ou vida da mulher.

Não nos devemos esquecer da importância da diversidade de género nos locais de trabalho, e naquilo que as mulheres, em particular, acrescentam. Existem vários estudos que demonstram que as mulheres (no geral) lideram de forma diferente dos homens, que são mais orientadas para a equipa, para a inclusividade e para a colaboração. Para além disso, o fenómeno do “penhasco de vidro”, é algo que se encontra bem representado pelo mundo. Segunda esta metáfora existe uma barreira social invisível que dificulta o acesso de mulheres a cargos altos em ramos como política, negócios e organizações, e o penhasco de vidro é a reviravolta disso mesmo: existe uma tendência para que mulheres sejam colocadas em posições de poder quando, por exemplo, uma empresa começa a perder sucesso.

Contudo, devemos lembrar-nos de que há milhares de mulheres que foram capazes de atingir feitos incríveis, mas que simplesmente continuam a não ser reconhecidas por isso. Com isto voltamos ao ponto principal: ainda não há mulheres suficientes a liderar, e a responsabilidade passa por todos.

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