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“Amor Veneris – viagem ao prazer sexual feminino” promete ser uma experiência pedagógica, mas ao mesmo tempo provocadora e irreverente, onde os tabus ficam à porta

 

Sob a curadoria da sexóloga Marta Crawdford, “Amor Veneris – viagem ao prazer sexual femnino” é a primeira exposição do Musex. Este é o novo museu do sexo em Portugal, que se destaca por uma vertente mais pedagógica. Afinal, o Objetivo é esse mesmo: promover uma experiência pedagógica e aberta a discussão, numa exposição com espaço para crianças, jovens e adultos.

Esta é a exposição que pretende deixar reflexões no ar, mas não só. Isto porque no ar ficam também os aromas criados pela perfumista, Cláudia Camacho, baseados em mulheres e obras ligadas à paixão, desde a Cleópatra ao Kamasutra. Mas o destaque, para além desta experiência olfativa, passa igualmente pelo mural criado por Jamie McCartney com 400 vulvas diferentes. Demorou cinco anos a fazer e uns minutos para assimilar: não, não há uma vulva normal.

No fundo, ‘amor veneris’ chega para normalizar a sexualidade feminina. Entre várias salas, recantos, experiências imersivas e arte nos mais variadíssimos formatos, a literacia desta exposição pioneira em Portugal aborda o tema da sexualidade, sem deixar de fora temas fundamentais como o consentimento e o não consentimento.

“Amor Veneris – viagem ao prazer sexual feminino” é, mais do que tudo, uma viagem real. Aqui, tudo vai além da noção que se construiu acerca da sexualidade feminina, caminhado em direções mais ambíguas, discutíveis e alteráveis.

Esta exposição conta com nomes nacionais como Paula Rego ou Julião Sarmento, mas também figuras da arte internacional. Até 30 de dezembro está disponível no Musex, no Palácio dos Anjos, em Algés. 

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