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Não, não se trata de uma mera burocracia e pode mesmo ser o teu cartão de acesso ao teu emprego de eleição. Reunimos tudo o que deves ter em conta antes de criares a tua carta de apresentação.

O objetivo de qualquer entrevista é simples: seres capaz de mostrar que és a pessoa ideal para aquela posição. Como? Realçando as mais valias que podes trazer à empresa e, claro, as características que fazem com que sejas indispensável para o cargo em questão. E é precisamente neste sentido que uma carta de apresentação pode ser a tua melhor aliada. 

Quem diz carta de apresentação diz email de apresentação, já que, atualmente, não é muito comum que este documento seja entregue em formato físico. Mas vamos ao que interessa.

A carta de apresentação é uma forma de mostrares os traços de personalidade que melhor te definem e justificares porque razão consideras que és a pessoa certa para aquele cargo ao mesmo tempo que acrescentas ou exploras experiências e vivências que constem no teu currículo. Mas, atenção, deves olhar para a tua carta de apresentação como um complemento ao currículo e nunca como uma mera réplica do que já lá está escrito. 

Deves tentar ser o menos repetitivo possível, voltando a mencionar apenas na carta questões que possas aprofundar. A carta de apresentação ideal faz a ligação entre o teu percurso profissional, as competências que possuis e ainda os motivos que devem levar a empresa a contratar-te. Tudo isto de forma orgânica, dinâmica e, acima de tudo, original e moldada à tua personalidade.

Não existe uma regra nem uma forma certa de organizares o teu discurso. Há quem prefira começar por se apresentar, mas há também quem comece por falar das suas motivações. Seja como for, o importante é mostrares o que te distingue dos restantes candidatos. 

Deixamos-te algumas dicas que te podem ajudar no processo de escrita da tua carta de apresentação.

  • Entrada: subtil ou direta?

O início da tua carta dá o mote ao resto do texto. Por isso, deves cativar de imediato o recrutador. E, para isso, precisas de um primeiro parágrafo eficaz. Neste sentido, descarta informação irrelevante e procura redigir um texto original, que não se revele indiferente. Antes pelo contrário. 

Em caso de dúvida, sim, podes começar por te apresentares, mas nunca de forma óbvia e comum. Arrisca. 

  • Mostra as razões da tua candidatura

“Por que razão quer trabalhar na nossa empresa? Porque sim” — lembra-te de que “porque sim” não é resposta. Deves esclarecer (de forma clara) as tuas intenções e as razões pelas quais te estás a candidatar. Faz o trabalho de casa, faz a tua pesquisa sobre a empresa e sobre o cargo em questão, já que na entrevista podes (e deves) esclarecer todas as tuas dúvidas.

  • Vai direto ao assunto

A premissa é simples: deves ser o mais claro e conciso possível. Destacares-te pela tua originalidade não tem de ser sinónimo de usar um discurso complexo. A informação desnecessária, tal como o nome indica, não vai acrescentar nada ao recrutador e muito menos à tua candidatura. A receita mágica? O texto deve ter cerca de três a quatro parágrafos e primar pelas frases curtas e claras.

  • Não te esqueças de rever tudo antes de enviar

Lembra-te de que erros ortográficos são um atentado à tua credibilidade e podem pôr em causa a impressão que transmites enquanto profissional. Revê o teu texto as vezes que forem necessárias para teres (mesmo) a certeza de que não deixas passar nenhum erro. O ideal? Pedir segundas e terceiras opiniões. A colegas, amigos ou até a professores.

 

 

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