Tempo de leitura: 2 minutos

Antes de entrar no mercado de trabalho já tinha participado em diferentes projeto, mas quando confrontada com o dia de trabalho completo o cenário é um pouco diferente. As rotinas de trabalho são muito distintas de dias de aulas sentados numa secretária, onde, grande parte das vezes podes estar mais off e apenas te é debitada a matéria. 

Acreditamos sempre, que vamos ser diferentes de todos os casos que conhecemos, e que vamos encontrar rapidamente trabalho. Mas, a verdade é que o processo da procura de emprego é muito cansativo e desgastante, acabando por criar um sentimento de frustração.

O processo de entrar no mercado de trabalho tem várias fases. Primeiro, passas oito horas por dia em frente ao computador na pesquisa de “ofertas de trabalho”, procuras novas conexões no LinkedIn e inscreveste em todos os sites de emprego (que enviam imenso spam para o mail sempre com a suposta “oferta ideal e urgente”).

Em todo este processo vão surgindo algumas entrevistas de emprego, e aí parece que estás a viver um “deja vu”. Há perguntas da praxe e repetitivas em todas as entrevistas, até chegas a parecer um robot a falar. Desde: “quais os pontos fortes e fracos”, “qual a tua experiência até agora”, “o que imaginas estar daqui a 5 anos”, “quem és fora do trabalho”.

Dentro destas entrevistas há um momento em que é a tua vez de fazer as perguntas (onde deves ir com o trabalho de casa feito). Aqui foi onde comecei a encontrar os primeiros problemas: empresas, que não definem as funções para os candidatos que procuram. Dizem que vais fazer “um pouco de tudo”, ou até que “é uma pergunta dificil”. Pensa bem antes de tomares uma decisão referente a este tipo de ofertas, pois deves analisar bem o tipo de equipa que vais integrar, caso contrário, vão te entregar tarefas que não tens competências para as realizar. 

Uma pergunta mais complicada a responder, quando ainda não tens uma carreira profissional é “qual a expectativas”. Neste caso, tenta falar com amigos já empregados, e usar como referência o valor pago pela bolsa dos estágios do IEFP. 

Outro aspeto importante é que mesmo após as entrevistas nem todas as empresas te vão responder. Deves insistir até receber algum feedback. Se despendeste tempo na reunião, também tens o direito em receber alguma resposta (mesmo sendo negativa).

Em termos burocráticos existem outros pontos importantes a referir: estágio profissional e primeiro emprego. Ambos os programas são monetariamente benéficos para as empresas, por isso, escolhe bem o emprego onde os pretendes aplicar. Sem esquecer, que caso já tenhas passado algum recibo verde à empresa o Estado não te permite realizar nesse local o estágio profissional. 

E não te esqueças que o primeiro emprego não vai definir o resto da tua carreira profissional, tudo faz parte do processo para o objetivo. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.