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Já alguma vez sentiste um desejo muito forte de ser produtivo constantemente, acabando por negligenciar a tua vida pessoal e a tua saúde mental? Já sentiste que por mais que fizesses, ainda não era suficiente? 

Esta hiperprodutividade, esta ânsia por acelerar cada vez mais e cumprir tarefas, torna-se esmagadora. A produtividade tóxica reflete-se num excesso de preocupação com o trabalho, que como tudo o que é demais, torna-se necessário controlar. 

A pandemia veio dar-nos um “balde de água fria” de que por vezes não temos grande controlo nas nossas vidas, e isto foi algo cujos efeitos, direta ou indiretamente, todos acabámos por sentir. Como resposta, muitos emaranham-se nas suas próprias vidas para que conseguissem sentir que detinham controlo em algo, mas o teletrabalho e o isolamento social não vieram propriamente ajudar. Com a nova realidade do distanciamento, surgiu uma maior imersão no mundo digital, que passou a funcionar ainda mais como porta para o mundo real, de que em parte nos vimos privados. Quanto mais tempo passamos nas redes sociais mais estas nos passam uma positividade tóxica, de que todas as vidas são perfeitas menos a nossa, e com a pandemia isto não foi exceção. 

Como em tudo na vida, cada um tem o seu ritmo, e muitas vezes mais vale produzir menos, mas melhor, investir na plenitude em vez da produtividade. Em pleno século XXI, e com tantos recursos que temos ao nosso dispor, já está na altura de aprendermos a equilibrar e a controlar melhor o nosso tempo, trabalho e vida pessoal.

Torna-se necessário estabelecermos limites connosco mesmos, e até mesmo com outros em casos de pressão externa. Há-que saber priorizar os nossos objetivos e tarefas, um dia de cada vez, passo a passo.

 É importante não nos sobrecarregarmos, incluir atividades de lazer no nosso dia a dia, praticar exercício físico (que como todos sabemos é a melhor forma de combater o stress), manter uma boa rotina de sono, controlar o tempo em frente aos ecrãs, e eliminar o espírito de competição. 

A única pessoa com a qual deves competir é contigo mesmo, para que te tornes na tua melhor versão, seja em termos físicos ou intelectuais.

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