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Lembras-te de ter estudado, nas tuas aulas de História, um dos eventos mais marcantes da cidade de Lisboa: o Grande Terramoto de 1 de novembro de 1755? Bem, prepara-te, porque agora vais poder vivenciá-lo no novo museu imersivo que simula o terramoto e ajuda-te, também, a perceber o que necessitas de fazer em caso de uma nova catástrofe. O Quake junta história, ciência e tecnologia, situando-se em Belém, junto ao MAAT, ao Museu Nacional dos Coches e à Central Tejo.  

A 20 de abril foi inaugurado o Quake – Centro do Terramoto de Lisboa. A visita, que é completamente imersiva e interativa, dura cerca de uma hora e meia e tens sessões de dez em dez minutos. 

A experiência (disponível em português, inglês, espanhol e francês) inicia-se na sala de uma personagem fictícia, Luís, que através da sua voz vai descrevendo-te tudo o que se sucedeu na altura, antes e após o terramoto. Vais poder conhecer a Lisboa antiga, experienciar o terramoto, seguido de vários incêndios e um tsunami, a cidade em ruínas, o funcionamento da sociedade daquela época, as descobertas científicas realizadas a partir da catástrofe, os heróis e vilões daquele período, assim como o modo como a cidade foi reconstruída. Para além disso, o centro ainda te dá a oportunidade de compreenderes a origem dos sismos e tsunamis, bem como exemplos de terramotos mais recentes. Um dos intuitos da criação do museu é, ademais, sensibilizar-te para a necessidade de adoção de comportamentos preventivos, informando acerca dos planos de proteção civil existentes. 

Com recurso à tecnologia, o centro está desenhado para te proporcionar a experiência mais realista possível: com projeções e jogos de luzes, máquinas que libertam odores característicos, vento e calor. Vais encontrar as dez salas do museu em movimento contínuo e, obviamente, experienciar o derradeiro terramoto que abalou a cidade de Lisboa, numa recriação de uma igreja, durante a missa. Pois, como sabes, o desastre aconteceu no Dia de Todos os Santos, em que várias pessoas se deslocavam até à igrejas para assistir às missas. Terá sido o facto de haverem muitos candelabros acesos, mais propriamente, nas igrejas, uma das razões de se terem sucedido inúmeros incêndios.

O projeto, pensado há sete anos por Maria João Cruz Marques e Ricardo Clemente, tem como mote: “Espere o inesperado”. A intenção é que estejamos (melhor) preparados para quando voltar a repetir-se uma catástrofe como a que ocorreu há mais de 250 anos, devido a Portugal Continental e, especialmente Lisboa, encontrar-se numa zona de risco sísmico. 

No entanto, em breve, terás ainda mais uma experiência, que advém do paladar, neste museu: os Tremores de Freira. Serão doces conventuais inspirados nos que as freiras vendiam nos conventos. 

Se estiveres interessado em saber mais sobre o museu ou os próprios acontecimentos que marcaram este episódio, visita o site: lisbonquake.com

Podes visitar o Quake de segunda-feira a domingo, das 10h às 18h. E aproveita para o fazeres até 8 de maio, em que podes usufruir de um desconto de 50%. Ou então, visitá-lo de 9 a 15 de maio com direito a 25% de desconto. A compra dos bilhetes encontra-se disponível online.

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