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Quantos de nós já pensámos em mudar de curso, seja logo no primeiro ano ou até mesmo no último ano da licenciatura? Ter dúvidas quanto ao que gostamos e quanto ao que queremos seguir profissionalmente é muito normal no nosso percurso universitário. Essas dúvidas podem partir de nós mesmos, mas também do nosso núcleo familiar e de amigos, ou até mesmo de professores. 

Muitas vezes, os nossos receios e questões são influenciadas pelas pessoas que nos rodeiam e pela sociedade. A nossa vontade em mudar de curso pode comprovar-se quando efetivamente mudamos de curso e nos sentimos bem na nova licenciatura; mas, também se pode dar o caso de continuarmos insatisfeitos. Não é fácil, após tantos anos de ensino básico e secundário, termos de escolher um novo caminho académico que vai influenciar as nossas oportunidades no mercado de trabalho.

Decidir o que se quer estudar não é uma decisão leviana. Implica consequências diretas no nosso futuro. Haverá sempre uma pressão subjacente ao momento de tomar a nossa grande decisão. Os testes psicotécnicos podem ajudar-nos a validar uma escolha (ou não), como também falar com os nossos amigos e professores, mas a verdade é que muitos jovens não sabem, de todo, o que querem fazer. 

Além disso, ainda existe muito tabu em relação ao chamado gap year, um ano de pausa nos estudos, que muitos jovens optam por fazer para trabalhar, viajar ou conhecerem-se a si mesmos. O gap year pode ser uma maneira de evitar a tomada de decisões precipitadas ou incorretas. Contudo, por vezes, só experimentando é que se descobre aquilo em que somos bons e o que é que gostamos de fazer. 

Assim sendo, é preciso combater o mito de que mudar de curso é perder tempo. Mudar de rumo nunca é uma perda de tempo. As experiências que se adquirem, tanto a nível pessoal como académico, são muito valiosas e ajudam a prepararmo-nos melhor para o futuro. Inclusive, os conhecimentos e capacidades que adquirimos no curso anterior podem ser uma mais-valia no novo curso. Os receios e ânsias já não nos atrapalharão tanto e já estaremos mais habituados ao ritmo universitário. 

Não existe uma fórmula matemática para o nosso percurso. A vida que escolhemos não é, de todo, uma linha direita numa folha de papel em branco. A ideia de que se faz o curso de forma “certinha” pode ser bastante desmotivante para quem não tem a certeza sobre o seu percurso académico e que pondera mudar de curso. 

Em tudo, informação é poder. Antes de se tomar uma decisão, devemos investir algum tempo a reunir informação sobre outras opções, procurar ouvir outras opiniões, assistir a palestras ou frequentar feiras universitárias. Quanto mais munidos de informação estivermos, mais preparados estaremos para tomar uma decisão consciente. No fundo, não tenham medo da mudança. Pode ser assustadora – é verdade -, mas também pode ser muito enriquecedora.  

 

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