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Quero sair à noite, mas tenho de estudar. E agora? Esta pergunta vai ser uma constante na nossa cabeça, em várias alturas do ano. Mas, na época de exames, preparem-se, pois é muito pior. Por um lado, porque existe um curso para acabar; por outro, porque começam a surgir aquelas festas muito giras, que não queremos faltar por nada.

Na verdade, passa tudo por uma boa gestão de tempo. Eu sei que parece impossível – mas não é. No início, é normal que os horários andem todos trocados, que a hora do lanche seja, na verdade, a hora de almoço e que o jantar seja feito lá para as 00h00. De repente, somos nós e as nossas regras, sem ninguém para nos dizer o que fazer. 

A minha maior dica é que (ao contrário do que eu costumava fazer) comecem a preparar o estudo para os exames com antecedência. E quando falo em “antecedência”, não me refiro a dois ou três dias. Devemos, sim, organizar o estudo de forma a que seja possível conciliar as obrigações de estudante universitário com a vida social ou noturna. Vou contar-vos um episódio que se passou comigo no meu primeiro ano de faculdade e que é exatamente o oposto daquilo que devem fazer. 

Estava numa semana caótica, com mil e um trabalhos para entregar na mesma altura e não havia forma de me ver livre daquilo. Tinha um trabalho de grupo para entregar – aqueles trabalhos que devem ser feitos, no mínimo, com uma semana de antecedência, sabem? – e decidi fazê-lo de um dia para o outro. Ou melhor, da noite para o dia. Os olhos já pesavam, ainda faltava um bom bocado para ter tudo concluído, mas eu e a minha colega de casa achámos por bem deixar o trabalho a meio e ir “bater um pézinho” ao NB Club, em Viseu. 

A ideia era virmos embora cedo para terminarmos o trabalho, mas já estão a ver onde é que isto vai parar. Chegámos a casa perto das 5h30, com a aula às 9h. Como se costuma dizer, estávamos completamente mortas e só queríamos dormir. Terminámos o trabalho com muito esforço, fomos das primeiras duplas a apresentar e estava tudo bem… tudo bem até percebermos que tínhamos tirado uma conclusão totalmente diferente do que era suposto. Não soubemos interpretar absolutamente nada com pés e cabeça. Resultado: adormecer na aula, logo após apresentarmos, e uma nota feia no trabalho. 

O pior disto é que a noite não valeu assim tanto a pena. Hoje, tenho uma história engraçada para contar, é certo, mas também podia ter tido uma nota mais alta à cadeira. Pensem sempre que as vossas escolhas vão implicar algo no futuro, bom ou mau. 

E há tempo para tudo. Respondendo à pergunta inicial, devemos sempre pesar na balança o que é que é mais importante. Se a festa que, provavelmente, vai voltar a ser feita nos anos seguintes; ou se uma nota boa, que pode ser determinante para o nosso futuro. Se pesarmos sempre os dois lados da balança, as nossas escolhas vão ficar mais fáceis.

 

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